Técnicas para Melhorar a Escrita das Pessoas com Dislexia

Técnicas para Melhorar a Escrita das Pessoas com Dislexia

Tempo de leitura: 4 minutos

Um dos motivos que mais preocupa os disléxicos que me procuram (depois da prática da leitura) é, com certeza, o que fazer para Melhorar a Escrita das Pessoas com Dislexia. Incomodados com sua escrita,  repleta de rabiscos e borrões, essa prática  chega até mesmo a ser evitada por uma grande maioria de alunos disléxicos e quando não, registrada de forma breve e concisa.

Melhorar a Escrita com Tecnologia

Também pudera! A escrita (seja ela em seu aspecto ortográfico ou motor) pode apresentar muitos prejuízos na dislexia e para essa demanda, os recursos tecnológicos poderiam ser grandes aliados dos disléxicos tanto para a  diminuição dos “desvios” da norma culta quanto para a  construção de sua autonomia.

Caminhos para Melhorar a Escrita das Pessoas com Dislexia

No entanto, nem todas as instituições de ensino permitem a utilização da tecnologia assistiva em sala de aula e o aluno disléxico precisa fazer seu registro escrito no papel. Inversões, trocas, omissões, substituições, duplicidades podem ser  algumas das marcas nos textos de alunos que apresentam  o transtorno. Como psicopedagoga,  

  • em  um primeiro momento, busco mostrar ao meu paciente o quanto rica é sua produção na oralidade, em como está permeada de ideias interessantes e diferentes;  
  • oriento    como    fazer o registro dessa produção no papel. Através de um ensino sistemático e explícito, vou  estimulando a escrita  de forma gradual com  palavras, frases , parágrafos e textos para que essa atividade se torne cada vez mais assertiva e   prazerosa.

Ressalto que é fundamental  levar os ninos e ninas a refletirem  sobre o ato de escrever, principalmente sobre as unidades menores que  estruturam   essa escrita, ou seja, os fonemas  e grafemas (sons e letras) para que eles possam ir ganhando autoconfiança e, consequentemente, a autoestima para avançar  cada vez mais.  Outro aspecto muito importante  a ser  considerado  é fazê-los perceber  que o erro faz parte do processo de aprendizagem  para que assim possam  olhá-lo não como algo negativo, mas como uma oportunidade de se aperfeiçoar.

Materiais para Melhorar a Escrita das Pessoas com Dislexia

Um dos materiais  que gosto muito e utilizo como apoio na ortografia para que meus pacientes  compreendam seus erros e procurem se autorregular na escrita é o Diagrama desenvolvido por Renata Jardini, criadora do Método das Boquinhas. “O mais importante na aprendizagem é compreender o erro, para poder conseguir acertar. Do contrário, o acerto ou é casual ou cópia. Só a correção é garantia de acerto.” (Jardini, 2012)

Melhorar a Escrita das Pessoas com Dislexia

É o primeiro material que apresento para meus pacientes explicando  a eles sobre a importância de se disciplinar com esse recurso para ir melhorando  sua escrita.    Ele pode ser usado em terapias ou em casa nas tarefas escolares, visando a diminuição da incidência dos erros e, ao mesmo tempo, a ansiedade e o estresse ao escrever.

Além desse quadro,  o Marcador Ortográfico da SOS Dislexia também é indispensável em minhas terapias.

Melhorar a Escrita das Pessoas com Dislexia

Ambos estimulam a consciência do erro na escrita, proporcionando  um pensar antes do ato de escrever. No entanto, para que essas estratégias  alcancem êxito é fundamental  identificar e compreender as reais dificuldades de cada paciente.  Esses pequenos detalhes podem fazer muita diferença para os escolares que apresentam dislexia, uma vez que a reabilitação deve  focar exatamente em suas inabilidades e dificuldades.  Um pedagogo ou  psicopedagogo é o profissional mais indicado para identificar  e analisar essas demandas, aplicando as estratégias que mais favoreçam o aprendizado de determinado aprendente.

 Além disso,  é muito importante antes de aplicar qualquer material com uma criança ou adolescente, conhecer a estrutura  do  recurso pedagógico que será utilizado, estudá-lo e aprofundar sobre a forma de uso para que não acabem sendo desenvolvidos mais complicadores do que facilitadores para a atividade de escrita. Em casa, o diálogo aberto com seu filho  sobre suas dificuldades e avanços no processo, permitirá um acompanhamento mais próximo do seu desempenho e o motivará a conquistar cada dia mais melhores resultados.

Seu filho tem dislexia e está precisando de ajuda? Escreva para mim sou Psicopedagoga e professora de Língua Portuguesa:

Maria Silvana – ABPp 13265

  • Psicopedagoga Clínica – Sinapses
  • Psicopedagoga Clínica – AMEE, Santo Antonio de Posse – SP
  • Professora de Língua Portuguesa

Blog: eueadislexia.com.br

e-mail: sinapses.maria.silvana@gmail.com

WhatsApp: 19 98313-9357

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